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Faculdade cria projeto que respeita os direitos autorais dos autores de livros

05/02/2010

Vanessa Silva



Como garantir aos alunos de ensino superior acesso ao conhecimento de maneira sustentável, ou seja, que garanta os direitos dos autores e portanto a continuidade do seu trabalho? Foi pensando em resolver este problema que a Universidade Estácio de Sá decidiu acabar com a pirataria de livros nas cópias reprográficas.

Este semestre, 39 mil alunos da instituição, distribuídos em 16 estados do país, receberão cópias legais de todo o material didático que será usado no decorrer do período letivo. Isso porque a instituição fechou um acordo com a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR).

Com a medida, a estimativa é de que 50 milhões de cópias ilegais deixem de ser feitas por estudantes da Estácio este ano. No segundo semestre, a medida será estendida também aos alunos do estado do Rio de Janeiro e deverá atender cerca de 100 mil alunos.

Segundo o diretor de suporte ao ensino da Faculdade Estácio de Sá, Mário Ghio, em entrevista ao Portal do Autor, a medida tem como objetivo garantir a sustentabilidade do acesso ao conhecimento para formar melhores profissionais. “Quem produz conhecimento de qualidade é o autor. Se ele não é remunerado, ele deixa de produzir conteúdos bons”, justifica.

A tiragem média de livros destinados aos estudantes de ensino superior no Brasil é, segundo Ghio, de apenas três mil exemplares. Ele atribui a baixa tiragem à cultura das cópias: “o aluno não compra livros porque não tem condições de comprar um livro com 400 páginas, das quais o professor só vai usar 2 capítulos. Então, ele ficava preso à cultura da cópia”, explica. A Estácio então, copia os capítulos que serão utilizados pelos professores e distribui aos alunos.

Quanto ao pagamento, o diretor esclarece que o dinheiro pelas cópias não é repassado aos alunos. É destinado diretamente à ABDR, que o repassa às editoras. A ABDR estima que o prejuízo causado pelas cópias ilegais em universidades de todo o país somem R$ 400 milhões.

Direitos Autorais

Junto à distribuição de livros é feito um trabalho de conscientização com os alunos sobre a importância do respeito aos direitos autorais. “Na caixa que os alunos recebem com o material, tem o logo da ABDR com uma mensagem sobre a importância de se respeitar os direitos do autor. Na pasta fichário que o aluno recebe também há uma mensagem sobre o tema e nos portais de conteúdo da instituição temos textos que explicam o conceito de sustentabilidade envolvido no projeto”, explica Ghio. A medida foi aprovada por 98,5% dos alunos participantes do projeto.




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