Ministro da cultura afirma que texto base da Conferência foi construção democrática
08/02/2010 Com informações da Agência Estado
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, rebateu as críticas feitas ao texto-base da Conferência Nacional de Cultura, CNC, que será realizada em março em Brasília.
Jornais como o Estado de S. Paulo, e Folha de S. Paulo divulgaram diversas críticas ao texto base da Conferência, alegando que se trata de uma afronta à “liberdade de expressão”, de “ataques à mídia”, “censura” e até de “volta da repressão”.
Ferreira defendeu a CNC e esclareceu que o ministério não teve nenhum dirigismo na construção do processo. “O que existe é a construção de uma sociedade democrática", afirmou.
O documento diz que "o monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos" e que "os fóruns de cultura e de comunicação devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da Constituição Federal de 1988 relativos ao tema. Entre eles, o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística".
"Os números da cultura no Brasil são muito ruins. A população brasileira é praticamente prisioneira da TV aberta, a única universalizada. Só seis milhões têm acesso à TV a cabo. Mais de 90% dos municípios não têm um cinema, um teatro. O Brasil se acostumou a ser uma sociedade para poucos", disse Ferreira.